terça-feira, 15 de julho de 2014

Anjo Negro

Olá!

Valorizando sempre os autores independentes brasileiros, estou aqui de novo para uma resenha do livro Anjo Negro, da autora Mallerey Cálgara, de Belo Horizonte/MG, editora Novos Talentos da Litetatura Brasileira, 207 páginas, 2011. Segue a imagem da capa:

Capa da segunda edição



Anjo negro conta a história de nosso herói Darian, que após ter sido concebido por um anjo e um mortal, sua mãe é punida virando mortal e acaba por se matar, sofrendo dolorosamente no inferno. Ele obtém a passagem entre os dois mundos e recebe uma proposta do arcanjo Miguel: que ele coletasse em uma caixa angelical 10.000 almas para amenizar o sofrimento de sua mãe, que está presa no Vale dos Suicidas.

O livro é dividido em 22 capítulos, onde a autora escreve primeiramente uma introdução geral sobre o tema, posteriormente introduz os personagens aos poucos, descreve o despertar de Darian, apresenta a personagem secundária, Hadji, o anjo da guarda de Darian que o acompanhará durante o restante do livro, com uma aventura atrás da outra em busca de dez mil almas para a caixa angelical, com o objetivo de amenizar o sofrimento da mãe de Darian, que cometeu suicídio.

O livro me prendeu a atenção do início ao fim. Mallerey tem um estilo direto e, mesmo eu preferindo materiais mais detalhistas, Mallerey me surpreendeu e eu me apaixonei pelo livro. Queria continuação.

Não encontrei o link de degustação do capítulo 1 (o link estava quebrado), mas ela gentilmente postou um trecho do capítulo 2 no facebook, que passo aqui para vocês:

"Capitulo 2 - O Despertar de Darian
Quando eu era pequeno e ia deitar, meu pai sempre me acompanhava até a cama e me cobria. Naquela época, não entendia muito bem o que ele queria dizer, afinal, me recordo que deveria ter apenas uns cinco anos, mas hoje sei que todos estavam confusos com a grande quantidade de mortes causadas pela peste negra, e também não era para menos. Eu sentia que ele estava perdido com a morte da minha mãe, e como em um ritual, me fazia sempre a mesma pergunta, “que se eu não acordasse vivo no outro dia, se estava satisfeito com tudo que havia feito da minha vida”. Como poderia saber? Porém na dúvida, sempre dizia sorrindo que “sim”. Então ele dava-se por satisfeito, rezava comigo sempre agradecendo a Deus por tudo, e pedindo proteção ao meu anjo da guarda, para que não me deixasse sozinho nunca, me acompanhando sempre. Depois de doze anos, algumas coisas mudaram, outras não. Ele não me coloca mais para dormir, está sempre me acordando para ir à escola. A pergunta não faz mais, mas ela sempre ficou acesa em minha mente, fazendo-me questionar se realmente já havia feito tudo que poderia fazer. E o meu anjo da guarda? Acho que está sempre me acompanhando sim, posso até vê-lo algumas vezes – estava pensando e admirando a lua cheia no céu que chegava a brilhar mais que as estrelas clareando o interior do meu quarto, até que deixei-me envolver completamente pelo sono.
- Isso é um sonho!...Isso é um sonho!...Só pode ser um sonho! – ficava sussurrando e repetindo isso para mim várias vezes, para que eu pudesse realmente acreditar que o que eu estava vendo a minha frente com os olhos arregalados de susto, não era real. Sentia o suor frio saindo de todos os poros e escorrendo pelo corpo. O medo deixou minha respiração bastante ofegante. Creio eu que deveria ser um demônio, apesar de nunca ter visto um, mas sabia que existiam.
Com seus mais de dois metros de altura ele segurava uma espada e perseguia uma garota que andava calmamente pela rua, próxima a fábrica mal assombrada, sem se dar conta que estava prestes a ser atacada. Não tenho a mínima idéia de como vim parar aqui, então realmente só poderia ser um sonho.
- Cuidado! – na dúvida gritei, enquanto corria em sua direção por vê-la parada sem reação e a empurrei antes que fosse ferida, porém fiquei entre os dois, sendo atingido pela ponta da espada do mostro que atravessou meu peito e jogou-me para o alto e longe.
- Não pode ser! Você se envolveu! – gritou a garota ao me ver caído, ferido no chão, pálido, boquiaberto e ensangüentado a poucos metros de onde estava.
Eram tão forte e alto os gritos que eu dei que me fizeram acordar assustado e sentindo fortes dores no peito que chegavam a dificultar a respiração. Impulsionado pelo desespero, sentei-me rapidamente na cama e já podia ouvir do lado de fora do quarto, no corredor, os passos corridos do meu pai e do meu irmão mais novo, se aproximando da porta e abrindo."

Obrigada, e continuem valorizando os autores independentes brasileiros!!

Abraços

Priscilla

2 comentários:

  1. Muito obrigada Priscilla pelo carinho e apoio!! Fiquei super feliz em ler a resenha do Anjo Negro.


    Abs

    *-*

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    1. De nada fofa! Temos que nos unir, certo?

      abraços!

      Pri

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